Rui Car
24/01/2023 11h02

Conheça formiga que brilha no escuro; inseto possui luz verde que “acende” com cheiros

Formigas transgênicas foram criadas por cientistas para estudar o comportamento social desses insetos a partir dos cheiros

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Foto: Taylor Hart / Divulgação

Foto: Taylor Hart / Divulgação

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Cientistas da Universidade de Rockefeller, nos Estados Unidos, criaram uma formiga transgênica que brilha no escuro. O inseto “acende” uma luz verde que está ligada ao sentido olfativo, ou seja, do cheiro. O objetivo da pesquisa dos criadores deste inseto é observar o comportamento social das formigas a partir dos cheiros.

 

Em um artigo científico ainda não revisado por outros especialistas, publicado na bioRxiv, os cientistas apontaram que algumas formigas se movimentam e entendem “o mundo” a partir dos cheiros, principalmente as da espécie invasoras clonais (Ooceraea biroi). Neste caso, o comportamento social desses insetos seria regulado pela liberação dos feromônios, indica o site Mega Curioso.

 

Para observar como as formigas se comportam ao sentir cheiros, os cientistas criaram transgênicas que emitem um brilho verde. Para isso, eles usaram uma proteína fluorescente verde mesclada em uma molécula que apresenta a atividade de cálcio no cérebro. Ao expor os insetos a quatro feromônios de perigo, ou seja, foram ativados menos de seis glomérulos no cérebro das formigas. Os pesquisadores, entretanto, esperavam que fossem ativados 100 glomérulos.

 

Conforme publicado no site Mega Curioso, um desses glomérulos ativados foi identificado como “glomérulo do pânico”, pois as formigas teriam entrado em comportamento de fuga ao sentir o cheiro. Outro glomérulo fez com que as formigas fugissem do formigueiro sem suas larvas. Ao perceber o perigo no ambiente, a formiga liberará feromônios para alertar suas companheiras que estão próximas.

 

As formigas são como pequenas fábricas químicas ambulantes. Como as formigas podem realmente cheirar os feromônios, só agora está se tornando um pouco mais claro. Esta é a primeira vez que, em um inseto social, um determinado glomérulo foi fortemente associado a um determinado comportamento”, comentou coautor do estudo e biólogo da Universidade Rockefeller, Daniel Kronauer.

 

Fonte: ND+
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