Rui Car
13/09/2022 09h56

Conheça o gato “estagiário” que mora em órgão público de SC e vive como influenciador digital

Nico foi adotado por um procurador em 2020 e hoje vive com servidores da Procuradoria Geral do Estado em Itajaí

Assistência Familiar Alto Vale
Fotos: Redes sociais / Reprodução

Fotos: Redes sociais / Reprodução

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O gato Nico vivia abandonado nas ruas do bairro Espinheiros, em Itajaí, no Litoral Norte catarinense, até ser adotado em março de 2020. Desde então, o vira-lata mora nas dependências da Procuradoria Geral do Estado (PGE) no município, onde recebeu o título de “estagicat” e vive uma vida de influenciador digital.

 

O mascote, de aproximadamente 5 anos, ganhou um perfil no Instagram, que é acompanhado por mais de 4 mil seguidores e atualizado por voluntários.

 

Um site, onde a história de Nico é contada, também foi feito para incentivar a adoção de vira-latas. A página tem textos em primeira pessoa, como se o próprio Nico contasse sua trajetória de vida.

 

Minha morada, aliás, é um verdadeiro luxo, principalmente pois vivia na rua e, em regra, não tinha o que comer, além de estar sujeito a maus-tratos“, diz um dos blocos de texto. Nico recebe carinho e cuidados de forma comunitária, inclusive nos feriados e finais de semana.

 

O “estagicat” faz sucesso na web modelando com fotos em que mostra laços coloridos, brinquedos sofisticados, roupas estilosas e ‘mimos’ que ganhou de marcas. Até fantasiado de leão o influenciador já foi flagrado nas redes sociais.

 

Nico aparece com diferentes produções na web — Foto: Redes sociais/ Reprodução

 

Nico vive em harmonia com servidores  — Foto: Redes sociais/ Divulgação

 

Reduz o estresse

 

Com as publicações de Nico, os voluntários querem ressaltar a importância da adoção de pets em serviços públicos e empresas privadas.

 

Segundo o tutor Carlos Dalmiro Silva Soares, procurador do Estado que resgatou Nico, a presença dele na Regional de Itajaí tem contribuído para “reduzir o estresse em função do trabalho e aumentar a interação entre os membros da equipe, a humanização do grupo, e uma maior produtividade”.

 

Nico foi adotado no início da pandemia, quando tinha aproximadamente 3 anos. Durante o tempo vivendo no gabinete, os voluntários mantêm as vacinas dele em dia, além de garantirem desverminação, castração e identificação mediante plaquinha. O ambiente é telado para segurança do felino.

 

Janelas são teladas para segurança de Nico — Foto: Reprodução

 

A alimentação do pet é fornecida voluntariamente por colaboradores da instituição. A manutenção dos protocolos de saúde também são de responsabilidade do tutor e dos voluntários.

 

O procurador-geral do Estado, Alisson de Bom de Souza, diz que a presença do felino é uma experiência pioneira que está em avaliação.

 

Até agora a interação tem sido positiva, mas é preciso acompanhar de forma cuidadosa, como estamos fazendo, sempre respeitando a autonomia dos colaboradores e do público que frequenta o ambiente da PGE“, ponderou.

 

Fonte: Sofia Mayer / G1 SC
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