Rui Car
16/05/2022 15h13

Fotos: Observatório Astronômico em SC abre as portas para público admirar “Lua de Sangue”

Situado em Brusque, público pôde ver e tirar fotos do eclipse lunar neste domingo (15)

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Fotos: Yago Gomes / ND

Fotos: Yago Gomes / ND

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A noite deste domingo (15) foi diferente no céu, quem ficou acordado a partir das 22h30 pôde admirar o eclipse “Lua de Sangue”, em Brusque no Vale do Itajaí, os admiradores tiveram uma ajuda extra.

 

Observatório Astronômico da cidade abriu as portas para que os visitantes pudessem admirar em detalhes o fenômeno que ocorre duas semanas após o eclipse parcial do sol.

 

Yago Gomes, publicitário, ficou acordado madrugada adentro para assistir e fotografar o eclipse lunar. “Começou umas 22h30 e por volta das 1h ela ficou bem vermelha e, pelo menos aqui em Brusque, quando ela estava deixando de ficar vermelha, o tempo fechou, ai não vi mais nada”, conta.

 

Observatório Astronômico de Brusque abriu as portas para que admiradores vissem eclipse lunar - Yago Gomes/Arquivo Pessoal

 

Lua observada de Brusque, no Vale do Itajaí - Yago Gomes/Arquivo Pessoal

 

Eclipse lunar começou por volta das 22h30 deste domingo (15) - Yago Gomes/Arquivo Pessoal

 

Eclipse

 

Yago também observou o céu que estava super estrelado. “Quando é noite de lua cheia a lua brilha muito e ofusca os brilhos das estrelas, então não dá pra ver um céu tão estrelado quanto numa noite de lua nova, mas quando a lua ficou vermelha o brilho dela diminuiu muito e deu para ver que as estrelas apareceram bem mais”, explica.

 

Céu de Brusque durante eclipse “Lua de Sangue” – Foto: Yago Gomes/Arquivo Pessoal

 

O coordenador do Observatório de Astronomia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Rodolfo Langhi, diz que um eclipse lunar ocorre quando a Lua entra na sombra da Terra e deixa de receber parte da luz do Sol.

 

Atrás da Terra tem um cone de sombra e então, de vez em quando, a Lua cheia passa pela sombra, atravessa esse cone no espaço, e acontece um eclipse lunar”, explica. “Pode ser que, às vezes, o satélite só passe raspando ou parcialmente passe pela sombra da terra, então nós temos um eclipse lunar parcial”.

 

Assim, para que haja um eclipse lunar total, é necessário que a Lua inteira mergulhe na sombra da Terra.

 

“Lua de Sangue”

 

O satélite natural da Terra não ficará totalmente escuro durante o eclipse deste fim de semana. Langhi conta que quando a luz do Sol bate na Terra, a maior parte da luz é bloqueada, por isso que uma sombra atrás do planeta é formada. Porém, a atmosfera, que é uma camada fina de gases na superfície do planeta, permite a passagem de parte da luz.

 

Os gases da atmosfera desviam a luz do Sol para dentro do cone de sombra, então existe um pouquinho de luz solar entrando e, por isso, o eclipse não deixa a Lua ficar totalmente escura, ela fica avermelhada”, explica o astrônomo.

 

Fonte: Grazielle Guimarães / ND+
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