Rui Car
15/08/2022 15h31

Operador de máquinas acha R$ 2,5 mil em sapato e atitude surpreende em SC

Eloir Peretti de 60 anos trabalhava em Chapecó, no Oeste do Estado, quando encontrou o dinheiro

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Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

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Você já encontrou dinheiro na rua ou em algum lugar incomum? Se a resposta foi sim, o que fez com ele? Tem quem diga que achado não é roubado, mas para o operador de máquinas Eloir Peretti, de 60 anos, o achado é o perdido de alguém.

 

Peretti é funcionário da Prefeitura de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, e trabalhava na rua Cassemiro de Abreu, no bairro Bela Vista, na última sexta-feira (12), quando encontrou no lixo de uma sacola com sapatos.

 

Ao ver o descarte, o operador de máquinas resolveu recolher os sapatos para encaminhar à doação. A surpresa veio quando pegou um dos calçados e dentro encontrou R$ 2.500,00.

 

Estamos trocando a tubulação da rua e ao meio-dia eu já tinha visto os sapatos no lixo. No fim da tarde, por volta das 16h50, quando estava finalizando o serviço, a máquina estragou e enquanto esperava o mecânico chegar, fui conferir se os calçados serviam para doação”, conta.

 

O dinheiro foi encontrado enrolado dentro de um dos pares e Peretti não pensou duas vezes: começou a procurar o dono do dinheiro. “Na hora achei que o dinheiro era falso, mas conferi e vi que não. Pedi para os vizinhos e não era de ninguém.”

 

Na casa onde a sacola estava no lixeiro não havia ninguém, mas o operador de máquinas deixou um recado com o número de telefone informando que tinha encontrado um valor em dinheiro, sem revelar a quantia.

 

Dono encontrado

 

Por volta das 22h da sexta-feira o telefone de Peretti tocou. O dono do dinheiro entrou em contato informando que o valor havia sido descartado por engano. “Ele confirmou a quantia que tinha e os detalhes da sacola e do sapato. Então eu vi que era realmente dele e combinei de devolver o dinheiro hoje [segunda-feira] pela manhã”.

 

O dinheiro foi devolvido ao dono na manhã desta segunda-feira (15), mas o proprietário preferiu não se manifestar. Para o operador de máquinas, o sentimento é de consciência limpa.

 

O sapato ficou de doação para Peretti e poderá ajudar outra pessoa. “Fui criado assim por meus pais: o que não é meu, não é meu, e foi assim que também eduquei meus filhos. Em nenhum momento pensei em ficar com o dinheiro, afinal, ele tinha dono. Se eu tivesse perdido também gostaria que me devolvessem. Agi pelo que achei certo e estou muito feliz por isso.

 
 
Fonte: Caroline Figueiredo / ND+
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