Rui Car
28/06/2022 15h44

Veterano de guerra reencontra amor “perdido” após 70 anos de buscas

Aos 91 anos, idoso finalmente encontrou sua amada, que hoje mora nos Estados Unidos

Assistência Familiar Alto Vale
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Delta Ativa

Histórias de amores que se separam, passam décadas sem contato e, depois de muita busca e movimentações se reencontram. Parece história de filme, não é mesmo? Sim, muitos filmes têm esse mesmo enredo, mas há uma história real com esse mesmo roteiro.

 

Depois de 70 anos procurando o grande amor da sua vida, um veterano de guerra, ex-oficial da Marinha na Guerra da Coreia, conseguiu, finalmente, reencontrá-la. Duane Mann tem 91 anos e conheceu Peggy Yamaguchi durante seus anos de serviço na cidade japonesa de Yokosuka. O encontro inicial aconteceu em 1954 e por 14 meses os dois se relacionaram e fizeram planos de casamento.

 

No entanto, ele foi dispensado antes do planejado e precisou voltar ao seu país, não sem antes prometer que buscaria a amada. O que ele não imaginava era que não conseguiria cumprir a promessa porque a mãe queimaria as cartas enviadas por Peggy, que estava grávida para ele e, com isso, os dois se perderam.

 

Ao chegar em casa, Duane descobriu que o pai havia gastado as economias que seriam utilizadas para buscar Peggy. Eles chegaram a trocar cartas até que a mãe interviu, começou a queimar as correspondências e ele “parou” de recebê-las. “Descobri que minha mãe havia recebido as cartas e as queimou para impedir que eu me casasse com uma japonesa”, contou.

 

Na última carta que Duane recebeu, Peggy contava que havia perdido o bebê e se casaria com outro homem.

 

Por anos, o veterano viveu com a angústia de não ter conseguido explicar os motivos pelos quais não conseguiu busca-la. Ele escreveu para o canal KETV Newswatch 7 para tenta encontrar o amor de sua vida e depois de muita movimentação e envolvimento da imprensa, espectadores e da pesquisadora do History Channel, Theresa Wong, Peggy foi encontrada.

 

Ela mora atualmente nos Estados Unidos e após sete décadas ele conseguiu contar os motivos que os afastaram e mostrar, ainda, a foto que manteve na carteira ao longo dos anos. “Obrigada por lembrar e guardar todas as fotos, você deve ter me amado”, disse Peggy.

 

Nem 70 anos, nem cartas queimadas e nem a distância separaram o casal para sempre.

 

Fonte: ND+
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