Rui Car
20/01/2023 11h46 - Atualizado em 20/01/2023 11h49

Indústria da madeira no Alto Vale prevê crescimento

Alto Vale é a segunda maior região processadora de madeira do estado

Assistência Familiar Alto Vale
Foto: Reprodução

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A projeção do setor é que, nos próximos dez anos, as indústrias do Alto Vale do Itajaí aumentarão o consumo de madeira em mais de 100 mil toneladas por mês.

 

O Alto Vale é a segunda maior região processadora de madeira do estado, com consumo de 161,2 mil toneladas/mês. Isso sem possuir florestas para fornecimento de matéria-prima. A perspectiva é que daqui a dez anos, o consumo passará para 261 mil toneladas/mês. Atualmente, o setor gera mais de cinco mil empregos diretos.

 

O consumo é dividido em 85% de pinus e 15% de eucalipto. Para incentivar a produção dessas espécies, a FIESC, por meio da Câmara de Desenvolvimento da Indústria Florestal, está apoiando o projeto Refloresta Alto Vale, lançado em julho de 2022, pelo Sindicato das Indústrias de Madeiras do Médio e Alto Vale do Itajaí  (Sindimade/Floema). A iniciativa também conta com apoio da Secamaq, Dicave, Manos Implementos Rodoviários, Viacredi Alto Vale, Sicoob, Arborgen e Cresol. Recentemente o projeto ganhou reforço, com a entrada da Epagri como parceiro técnico. 

 

“O Refloresta Alto Vale é um movimento inédito e importante para o desenvolvimento da nossa região. A indústria da madeira sempre foi significativa e continua sendo, mas agora com mais tecnologia e oportunidades de negócios no Brasil e no exterior. É uma indústria sustentável. A reposição de florestas é viável para quem investe, pois garante matéria-prima para fomentar a indústria e promover o crescimento econômico”, comenta André Armin Odebrecht, vice-presidente da FIESC para o Alto Vale do Itajaí. 

 

“A FIESC tem um papel crucial no desenvolvimento do estado. Seu slogan (Aqui em Santa Catarina o impossível acontece) faz parte do nosso dia-a-dia, pois transformamos uma região sem florestas na segunda maior processadora de madeira do estado”, ressalta Ricardo Rozene Rossini, presidente do Grupo Sindimade/Floema. “A  floresta não gera riqueza só para a indústria, pois o entorno que se relaciona com o setor está cada vez maior, a exemplo do transporte, geração de energia, tecnologia, etc”, acrescentou.

 

Qualquer propriedade rural pode se cadastrar no programa Refloresta Alto Vale para receber orientações técnicas sobre todas as fases de implantação, até dicas econômicas e financeiras. 

 

Saiba mais:

 

 

Fonte: FIESC
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