Rui Car
08/09/2022 14h59

Operação London Bridge: quais são os protocolos após confirmação da morte da rainha Elizabeth II

Plano, que era secreto, foi revelado em primeira mão pelo jornal The Guardian, em 2017

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Palácio de Buckingham (Foto: AFP / Arquivo)

Palácio de Buckingham (Foto: AFP / Arquivo)

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A notícia do adoecimento e morte da rainha Elizabeth II fez o termo “London Bridge” se tornar um dos assuntos mais comentados na internet nesta quinta-feira (08). 

 

O plano, que era secreto, foi revelado em primeira mão pelo jornal The Guardian, em 2017. O protocolo prevê os passos dos primeiros instantes após a confirmação do óbito até a coroação do novo rei. Nele, inclusive, há determinações realizadas pela própria monarca, até mesmo do funeral.

 

O secretário particular da rainha será o primeiro funcionário a ser informado sobre a morte, após a equipe médica e familiares próximos, incluindo o herdeiro do trono, o príncipe Charles. O secretário entrará em contato com o chefe de governo, hoje, a recém-empossada primeira-ministra Liz Truss.

 

Já os funcionários do primeiro escalão serão informados por meio de uma linha interna segura, com a mensagem “London Bridge fell” (Ponte de Londres caiu).

 

O Centro de Resposta Global do Ministério das Relações Exteriores, que fica em um lugar secreto de Londres, vai dar a notícia aos 15 governos dos países onde Elizabeth II é chefe de Estado, assim como a outros Estados da Commonwealth (Comunidade das Nações).

 

Espera-se que a população receba a informação rapidamente, já que ela será divulgada na prioridade ‘flash informativo’ à agência britânica Press Association e ao restante da imprensa simultaneamente, segundo o artigo publicado pelo Guardian há cerca de três anos.

 

Segundo consta na Operação London Bridge, um funcionário vestido de luto irá ao Palácio de Buckingham para colocar na porta da residência real uma nota oficial sobre o falecimento da soberana. Conforme a London Bridge, os apresentadores dos noticiários vestirão roupas pretas e a programação será suspensa, já que todas as emissoras darão detalhes do ocorrido.

 

Operação London Bridge: Conheça o protocolo em caso de morte da Rainha  Elizabeth | Jovem Pan

Foto: Reprodução / Instagram / theroyalfamily

 

Funeral

 

Quatro dias após a morte, o caixão de Elizabeth será conduzido do Palácio de Buckingham ao Westminster Hall, onde ficará por mais quatro dias, enquanto recebe homenagens. As portas se abrirão para o público.

 

O funeral deve ocorrer entre 10 e 12 dias após a morte da rainha. O dia será feriado oficial no Reino Unido.

 

Os sinos do Big Ben tocarão às 11h em ponto e o país ficará em silêncio enquanto o caixão será levado para a Abadia de Westminster, onde dois mil convidados participarão do ato religioso.

 

Por fim, o caixão será levado para o Castelo de Windsor e posteriormente para a Capela de São Jorge. A rainha será enterrada ao lado do pai, o rei George VI.

 

Rainha morta, rei posto

 

No mesmo dia da morte de Elizabeth, o príncipe Charles, hoje com 78 anos, assumirá o cargo de rei. No dia seguinte, o rei Charles fará o seu primeiro discurso oficial como rei, no qual o governo lhe vai jurar lealdade ao estampido de 41 tiros.

 

Em seguida, o rei Charles dará início a uma turnê no Reino Unido para visitar os líderes do governo. Nesse ínterim, as emissoras de TV exibirão documentários para homenagear Elizabeth.

 

Moeda e hino

 

A nova moeda britânica deverá ser impressa com o rosto do rei Charles. A moeda atual, com o retrato de Elizabeth, será retirada lentamente de circulação. Selos, passaportes, uniformes policiais e militares também serão alterados. Já o hino nacional será o “God Save the King”.

 

Com informações do jornal The Guardian, O Tempo e Folha de Pernambuco. 

 
Fonte: ND+ / Rádio Educadora 90,3 FM
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