Rui Car
07/11/2022 22h39 - Atualizado em 07/11/2022 22h43

Relatório das Forças Armadas sobre urnas eletrônicas será entregue ao TSE nesta quarta

Documento pode sanar ou aumentar suspeita sobre fraude, um dos motivos dos protestos que eclodiram após vitória de Lula

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Foto: Lucas Lacaz Ruiz / Estadão Conteúdo

Foto: Lucas Lacaz Ruiz / Estadão Conteúdo

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Ministério da Defesa informou nesta segunda-feira (07), que será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (09), o relatório do trabalho de fiscalização do sistema eletrônico de votação das eleições 2022. O procedimento foi feito por uma equipe de técnicos militares das Forças Armadas.

 

Em 19 de outubro, a Defesa disse, por meio de um  documento, que o relatório de fiscalização das urnas seria enviado à Justiça Eleitoral apenas após o segundo turno. Na época, a resposta foi direcionada ao presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, que havia solicitado os documentos sobre o processo eleitoral.

 

As Forças Armadas acompanharam o pleito depois de um pedido presidente Jair Bolsonaro (PL), que fez questionamentos referentes ao sistema eletrônico de votação. O documento é bastante aguardado por membros do atual governo, que atribuem a ele o atestado de lisura na votação que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um terceiro mandato, além de governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

 

Se as Forças Armadas indicarem que houve indícios de irregularidade ou, no mínimo, inconsistências na vitória de Lula por margem de aproximadamente 2 milhões de votos — o resultado mais apertado da história —, os protestos que eclodiram após as eleições deverão se intensificar.

 

Um dos principais motivos relatados pelos manifestantes é a falta de confiança nas urnas. Além disso, eles acreditam que o processo eleitoral foi mal conduzido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), hoje presidido por Alexandre de Moraes, e não aceitam a participação do petista nas eleições sob o pretexto de que ele foi “liberado por uma manobra do STF”.

 

Os atos começaram logo após o pleito, no dia 30, com bloqueios em rodovias por caminhões. Desde o último dia 2, alguns dos integrantes das manifestações ocupam ruas em frente a bases militares em todos os cantos do país, como o Comando Militar do Sudeste, em São Paulo (Ibirapuera), o Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro (Praça Duque de Caxias), e o Quartel General do Exército, em Brasília.

 

Fonte: Jovem Pan
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