14/01/2022 16h31

Saúde orienta municípios sobre a vacinação de crianças contra a Covid-19 em SC

Estado recebeu no fim da manhã desta sexta (14) as primeiras doses para vacinar as crianças contra a Covid-19

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Davi Seremramiwe Xavante ,8, da tribo Xavante, primeira criança a receber a primeira dose da vacina contra Covid-19, no Hospital das Clinicas em São Paulo nesta sexta-feira (Foto: Aloisio Mauricio / FotoArena / Estadão Conteúdo)

Davi Seremramiwe Xavante ,8, da tribo Xavante, primeira criança a receber a primeira dose da vacina contra Covid-19, no Hospital das Clinicas em São Paulo nesta sexta-feira (Foto: Aloisio Mauricio / FotoArena / Estadão Conteúdo)

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Com as primeiras doses pediátricas recebidas nesta sexta-feira (14), a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) divulgou orientações para a imunização das crianças, tanto aos responsáveis como aos municípios.

 

A Secretaria de Saúde recomenda que a vacinação contra a Covid-19 ocorra em ambiente seguro e acolhedor, justamente por se tratarem de crianças. Devem ser evitadas ações de vacinação em drive-thru, por exemplo, para que elas se sintam mais confortáveis.

 

Os profissionais de saúde devem apresentar aos pais e/ou responsáveis pela criança o frasco da vacina antes com a tampa laranja antes de aplicar as doses. O objetivo é que não haja dúvidas de que a vacina aplicada é a pediátrica.

 

Outra recomendação, adotada pela Dive/SC por precaução, é que a vacina contra a Covid-19 não seja aplicada ao mesmo tempo que outras vacinas de rotina do calendário infantil, sendo necessário aguardar um intervalo de 15 dias entre a dose da vacina contra a Covid-19 e as demais vacinas.

 

Para que as crianças sejam vacinadas, elas devem ser acompanhadas dos pais e/ou responsáveis ou, em caso de ausência, a vacinação pode ser realizada mediante apresentação de um termo de consentimento por escrito.

 

Pedimos que os pais e responsáveis fiquem atentos aos locais e datas de vacinação indicados pelos municípios e levem as crianças para vacinar. A vacina é a principal medida de prevenção contra a Covid-19 também para as crianças, sendo segura e eficaz”, ressalta o diretor da DIVE, João Augusto Brancher Fuck.

 

Vacinas chegam em SC

 

As vacinas pediátricas da Pfizer que chegariam a Santa Catarina às 8h25 na manhã desta sexta-feira (14) não vieram no voo esperado. Segundo a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), houve uma reprogramação do Ministério da Saúde, que enviou doses de febre amarela.

 

As 39.800 doses destinadas à vacinação de crianças contra a Covid-19 chegaram em Florianópolis às 11h50. A secretaria espera distribuir toda a remessa nas 17 regionais de saúde até este sábado (15).

 

Em nota, a Dive informou que a mudança no cronograma foi feita de última hora pelo Ministério da Saúde, que só foi informada ao órgão nesta manhã.

 

Santa Catarina está preparada para iniciar a vacinação de crianças de 5 a 11 anos, a partir do recebimento das doses.

 

Como será a aplicação

 

De acordo com a nota técnica da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), enviada na última quinta-feira (13) para os municípios, o grupo prioritário será das crianças com deficiência permanente, como física, mental, intelectual ou sensorial.

 

Ainda conforme a nota técnica, no grupo prioritário são consideradas pessoas com deficiência permanente aqueles que apresentam uma ou mais:

 

-Limitação motora que cause grande dificuldade ou incapacidade para andar ou subir escadas;

 

– Grande dificuldade ou incapacidade de ouvir;

 

–  Grande dificuldade ou incapacidade de enxergar;

 

– Indivíduos com alguma deficiência intelectual permanente que limite as suas atividades habituais, como trabalhar, ir à escola, brincar, etc.

 

Além disso, serão prioridades portadores de comorbidades, indígenas, quilombolas, crianças que vivem em abrigos e em lares com pessoas com alto risco para evolução grave de Covid-19.

 

Em relação aos indivíduos portadores de comorbidades, devem ser considerados aqueles com as situações listadas abaixo:

 

– Diabetes mellitus e doenças metabólicas hereditárias (doença de Gaucher, mucopolissacaridoses e outras);

 

– Doenças pulmonares crônicas (asma grave, fibrose cística, fibroses pulmonares, broncodisplasias);

 

– Cardiopatias congênitas e adquiridas;

 

– Doença hepática crônica;

 

– Doença renal crônica

 

– Doenças neurológicas crônicas (paralisia cerebral, doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular; deficiência neurológica grave);

 

– Imunossupressão congênita ou adquirida (incluindo HIV/Aids, câncer, transplantados de órgãos sólidos e medula óssea e pacientes em uso de terapia imunossupressora devido à doença crônica como doenças reumatológicas e doenças inflamatórias intestinais – Crohn e colite ulcerativa);

 

-Hemoglobinopatias (anemia falciforme e talassemia maior);

 

– Obesidade grave (IMC: escore z>+3);

 

– Síndrome de down

 

Ainda conforme a Dive/SC, na comprovação da condição da deficiência permanente ou comorbidade deverão ser apresentados os seguintes documentos para vacinação:

 

– Laudo médico ou exame comprobatório que indique a comorbidade ou deficiência;

 

-Comprovação de atendimento em Centro de Reabilitação ou unidade especializada;

 

– Documento oficial com indicação da deficiência;

 

– Cartões de gratuidade do transporte público que indique a condição de deficiência permanente;

 

– Laudo emitido por nutricionista no caso de obesidade;

 

– Declaração de equipe multidisciplinar, que indique a condição de deficiência ou comorbidade;

 

– Autodeclaração (na ausência de outro tipo de documento) para os casos de deficiência permanente grave.

 

Os documentos poderão ser retidos pela equipe de vacinação para fins de auditoria, podendo também ser utilizada nessa situação cópia impressa, digital ou mesmo uma fotografia do documento, no caso do comprovante original não poder ficar retido.

 

O segundo grupo seguirá de forma escalonada por faixa etária, da maior para a menor idade. Ou seja, começando pelas crianças de 11 anos até alcançar as de cinco.

 

Intervalo entre as doses

 

De acordo com a atualização do PNO (Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19), do Ministério da Saúde, o intervalo entre as duas doses deve ser de oito semanas.

 

Os pais devem estar presentes na imunização dos filhos, e se isso não for possível a aplicação deverá ser autorizada em termo de consentimento assinado por eles.

 

Até o início da próxima semana, as entregas do primeiro lote de 1,2 milhão de doses, que chegou na madrugada desta quinta (13) ao Brasil, devem estar concluídas.

 

Fonte: ND+
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