Rui Car
29/08/2022 17h23

SC chega a 88 casos confirmados de varíola dos macacos; veja os sinais de risco

Especialista aponta que, inicialmente, casos têm evoluído para a cura e sem gravidade

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SC chega a 88 casos confirmados de varíola dos macacos; veja os sinais de risco Foto: Prefeitura de Joinville
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Santa Catarina confirmou nesta segunda-feira (29) 88 casos diagnosticados de varíola dos macacos (Monkeypox). O dado foi divulgado pela Dive-SC, que mantém outros 296 casos em investigação.

 

O número de casos mais do que dobrou em duas semanas, ampliando o alerta para cuidados em relação à doença. A situação fez, inclusive, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciar a análise de uma vacina contra a varíola dos macacos, além de um medicamento para o tratamento de sintomas.

 

Para a biomédica, doutora em Biologia Celular e Molecular e professora da UniSociesc em Joinville Zaine Borgonovo, inicialmente a vacinação deve ser indicada apenas para os profissionais da saúde que estão lidando de forma mais direta com o vírus:

 

A questão da vacinação em massa é complicada porque a Monkeypox não é uma doença letal. Ela tem baixa taxa de letalidade. Não existem insumos suficientes para vacinação em massa, e hoje a indicação da OMS é a vacinação de quem tem contato direto. Profissionais da saúde, pessoas manipulando amostras para diagnóstico. Essas pessoas precisam, sim, que estejam vacinadas para evitar a propagação.

 

Em entrevista à CBN Joinville, Borgonovo apontou que a vacinação também pode ser indicada para a população adulta com a saúde comprometida, com histórico de outras doenças que afetam o sistema imunológico. Já os medicamentos para tratamento dos sintomas podem ser receitados para pacientes que evoluem com casos mais graves da varíola dos macacos.

 

A tendência é ser uma doença que evolui muito bem, que evolui para a cura. A gente tem que ter em mente que devemos tratar os sintomas e a maioria das pessoas vai evoluir para a cura. Mas é importante manter a atenção para sinais mais graves de febre, dor de garganta, dor de cabeça,inchaços pelo corpo — explica.

 

Cuidados básicos

Para evitar a propagação e o aumento dos casos da varíola dos macacos, a biomédica destaca que cuidados que foram disseminados durante a pandemia do coronavírus continuam importantes.

 

Por se tratar de uma doença viral, que pode ser transmitida pelas vias aéreas, a gente recomenda que as pessoas continuem usando máscara e lavando as mãos com água e sabão. São as primeiras medidas, que já estamos acostumados. O vírus possui a característica de ter um envelope constituído de lipídios (gorduras), e no simples ato de usar sabão para lavar as mãos a gente mata o vírus — explica.

 

Quais são os sintomas da varíola dos macacos?

 

A varíola dos macacos é uma parente da varíola, doença que foi erradicada em 1980, mas menos transmissível, causa sintomas mais leves e é menos mortal. Ela geralmente dura de duas a quatro semanas e os sintomas podem aparecer de cinco a 21 dias após a infecção.

 

Apesar da nomeclatura, a doença não tem relação com animais. Os casos recentes registrados no Brasil e no exterior foram de transmissão entre humanos.

 

Veja os principais sintomas:

  • erupções cutâneas
  • febre
  • dores de cabeça
  • dores musculares
  • dores nas costas
  • dores de garganta
  • calafrios
  • exaustão
  • linfonodos inchados

Fonte:NSC
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