17/09/2021 15h47

Casal de alfaiates troca terno por terreno milionário em SC

Nelson e Dorilde Ranzan, que moram em Chapecó, são casados há 60 anos e estão satisfeitos com a compra: “foi o melhor negócio de nossas vidas”

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Casal comprou o terreno, que fica no Centro de Chapecó, em 1964 (Foto: Nadia Michaltchuk / ND)

Casal comprou o terreno, que fica no Centro de Chapecó, em 1964 (Foto: Nadia Michaltchuk / ND)

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Um terno, duas calças e 500 cruzeiros bastaram para que um casal comprasse um terreno que hoje vale milhões de reais no Centro de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O negócio milionário foi fechado no ano de 1964, pelo alfaiate aposentado Nelson Ranzan, de 88 anos, e sua esposa, Dorilde Ranzan, de 80 anos.

 

Na região onde hoje fica o terreno de 540 m², o metro quadrado está avaliado em R$ 5 mil, segundo informações da Realizar Negócios Imobiliários. Isso significa que atualmente o terreno da família Ranzan vale pelo menos R$ 2,7 milhões.

 

Em 1975, os dois usaram o espaço para construir um prédio de quatro andares e algumas salas comerciais. Por muito tempo, o Residencial Ranzan foi o último prédio da principal Avenida da cidade. Hoje é apenas mais um dos 2.040 edifícios do município, de acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano.

 

60 anos de união, trabalho e dedicação

 

Os dois se casaram há 60 anos, na linha Fernando Machado, interior de Cordilheira Alta (SC). Nelson nasceu em Guaporé (RS) e foi para Cordilheira Alta aos 20 anos para trabalhar como alfaiate. Já Dorilde nasceu em Bento Gonçalves (RS) e veio para o Oeste catarinense ainda na infância, com os pais.

 

Foi em Cordilheira Alta que o casal teve duas filhas: Dirce e Cleide Ranzan. Ainda lá, uniram esforços para confeccionar o terno de cerca de 200 noivos. Anos depois, decidiram proporcionar uma vida melhor às filhas e vieram para Chapecó em busca de novas oportunidades.

 

A primeira delas foi muito certeira e possibilitou que o casal comprasse o terreno e construísse o prédio onde vivem até hoje. “Quando chegamos a Chapecó não tinha nada nessa altura da Avenida, por isso o terreno custou pouco, se comparado a hoje em dia. Na época, o trabalho de um alfaiate era muito mais valorizado também”, conta a aposentada.

 

Já em solo chapecoense, a família decidiu fundar o restaurante Soka, famoso até hoje no município. “Ao lado da nossa casa tinha um silo de soja. A movimentação de caminhoneiros era muito grande e (não tinha) nenhum restaurante por perto”, relembra Nelson. A origem do nome “Soka” tem tudo a ver com a história da família. “É uma palavra indígena e significa dinheiro, prosperidade”, acrescenta.

 

Vinte e seis anos se passaram e o Soka foi vendido para o atual dono. Desde então, os dois se dedicam aos eventos da Igreja Católica e à família. “Temos muito orgulho da nossa história. Com muito esforço e trabalho duro foi possível dar estudo às nossas filhas, construir nosso prédio e realizar muitos sonhos”, relata a idosa.

 

Atualmente, também vivem no prédio as duas filhas do casal e outros familiares. “Para nós é muito bom ter a família sempre por perto. Já nos ofereceram milhões pelo terreno e recusamos. Hoje não tem dinheiro ou terno no mundo que valha o nosso terreno”, garante Dorilde. Questionados, os dois acreditam que fizeram o melhor negócio de suas vidas. “Somos muito gratos e felizes aqui”, finaliza Nelson.



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