13/09/2021 11h12

Prejudicado pela arbitragem, JEC empata com o Bangu no Rio de Janeiro

Tricolor decide em casa, no próximo sábado (18), e vitória simples garante classificação na Série D

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Fernando marcou nos acréscimos da primeira etapa (Foto: Caio Almeida / Bangu AC)

Fernando marcou nos acréscimos da primeira etapa (Foto: Caio Almeida / Bangu AC)

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Prejudicado. Mais uma vez. Mas quando não pode mais aceitar. O que aconteceu na tarde deste sábado (11), no Estádio Moça Bonita, no Rio de Janeiro, não pode ser aceito com passividade, nem pelo time, nem pela diretoria, nem pela torcida, por ninguém. O 1 a 1 no placar contra o Bangu, jogando fora de casa, tendo a vantagem de decidir na Arena Joinville não seria um resultado ruim, se o jogo tivesse transcorrido de maneira normal, sem interferência da arbitragem. Mas, não foi o que aconteceu.

 

Cheio de desfalques, o JEC entrou em campo como em todos os jogos desta Série D: para vencer. Marcando pressão na saída de bola do time carioca e com a velocidade de Chrystian, Paulo Victor e Caio Monteiro no ataque, o JEC fez um ótimo primeiro tempo. Seguro na dupla de zaga e no goleiro Rafael Pascoal, só levou algum sufoco nas jogadas abertas do Bangu e há justificativa.

 

De um lado, o reserva Alison não conseguiu sequer se aproximar da segurança do capitão Edson Ratinho, que tem suas falhas defensivas, mas consegue entregar confiança a Fernando, que faz a direita da zaga. Pelo lado esquerdo, Leo Griggio perdia todas as bolas na defesa e não conseguiu dar a qualidade técnica que Renan Castro entrega, especialmente quando joga encostado em Davi Lopes.

 

Mas, apesar das falhas, o Tricolor fez um bom primeiro tempo e poderia ter saído para o intervalo com três gols no placar, não fosse os erros crassos da arbitragem. Para dar nome, o trio era formado pelo árbitro Ronei Cândido Alves e pelos assistentes Marcyano da Silva Vicente e Luiz Antônio Barbosa, todos de Minas Gerais.

 

O primeiro erro que prejudicou o JEC e influenciou diretamente no resultado foi um pênalti não marcado em Paulo Victor. Mais um. Não é o primeiro, nem o segundo pênalti não anotado para o Tricolor nesta Série D, parece que virou rotina. O camisa 20 foi derrubado dentro da área em boa jogada pela esquerda, mas o árbitro, que frise-se, estava perto do lance, deu falta quase na linha da grande área.

 

Não bastasse isso, a arbitragem conseguiu piorar a atuação. Aos 30 minutos, Renan Oliveira recebeu na área e marcou, mas o impedimento foi anotado em um erro que não se pode cometer. A imagem mostra claramente que o meia tricolor estava em posição legal. O jogador do Bangu está quase na linha de fundo, pela esquerda, enquanto Renan Oliveira está posicionado antes da linha da pequena área.

 

Assistente anulou gol alegando impedimento de Renan Castro neste lance – Foto: Reprodução/ND

Assistente anulou gol alegando impedimento de Renan Castro neste lance (Foto: Reprodução / ND)

Poderia ser, inclusive, o segundo gol tricolor. Mas, não foi. O gol veio aos 46 minutos, já nos acréscimos do primeiro tempo. Ótima cobrança de escanteio de Chrystian, ótima movimentação de Fernando na área e mais um gol de cabeça do zagueiro, que se tornou o alicerce do setor defensivo tricolor.

 

No segundo tempo, o Bangu mudou de postura, atacou, correu para conquistar o resultado dentro de casa e viu o JEC voltar desligado. Aproveitou, claro, e empatou  aos 13 minutos. Boa jogada pela direita, Rochinha recebeu, tocou no meio da área e Rafael Carioca, entrando, empatou. Mais um ataque explorando os lados do campo tricolor, fragilizados e sentindo a ausência de seus laterais titulares.

 

Novamente, as mudanças surtiram efeito e as entradas de Thiago Juan e Fialho melhoraram o ritmo de jogo Tricolor, mas não foi suficiente para buscar o segundo gol e a vitória.

 

Um primeiro tempo muito bom, um segundo tempo aquém do que o JEC pode mostrar, mas o saldo é uma partida decidida pelo apito e pelo assistente.

 

Mais uma vez, o JEC foi prejudicado, mas agora não há tempo para ser condescendente. A diretoria precisa reclamar e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) não pode tratar a Série D como amadora. A arbitragem precisa ser qualificada e responder pelo que pratica em campo. Estamos falando de um resultado que pode destruir completamente uma campanha inteira construída para o acesso. Estamos falando de dois erros que podem custar uma classificação, um acesso, um calendário.

 

A Série D não pode ser terra de ninguém porque dois erros podem custar a vida de um time.


POR: DRIKA EVARINI – ND+

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