Rui Car
12/01/2023 10h44 - Atualizado em 12/01/2023 10h46

Jovem que matou e decepou dedo de dentista para sacar dinheiro é condenado

Rafael tinha 25 anos e morava em Rio do Sul. O assassino foi preso em flagrante em Ibirama

Assistência Familiar Alto Vale
Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal

Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal

Delta Ativa

O jovem de 22 anos que matou o dentista Rafael Caranhoto, 24 anos, em setembro de 2022, em Fraiburgo, no Meio-Oeste Catarinense, foi condenado a 30 anos de reclusão pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). O réu matou a vítima com golpes de canivete, decepou o dedo para sacar dinheiro da conta bancária e roubou diversos bens e valores da casa.

 

O crime aconteceu no dia 16 de setembro. O dentista, que morava em Rio do Sul, estava deitado quando foi surpreendido com um golpe de canivete no pescoço. Depois de entrarem em luta corporal, o acusado atingiu várias vezes o pescoço, rosto, tórax, abdômen, braço e mão da vítima, o que resultou na morte do rapaz. O criminoso então decepou o indicador para sacar, na manhã do dia seguinte, R$ 2 mil da conta da vítima.

 

Fuga e prisão

 

Ele usou o carro de Rafael para fugir e levou videogame, jogos, televisão, caixa de som, celular, assistente de voz, roupas, documentos, R$ 3,3 mil em espécie e instrumentos odontológicos avaliados em mais de R$ 31 mil. O assassino foi preso em flagrante em Ibirama, portando droga para consumo próprio. Por esse crime, foi condenado a prestar serviços à comunidade pelo período de quatro meses.

 

O réu confessou ter praticado o crime, mas alegou legítima defesa. A tese foi afastada, uma vez que a vítima tinha ferimentos compatíveis com a tentativa de se defender das agressões, e o canivete foi comprado pelo réu antes de encontrar a vítima no apartamento. Como o primeiro golpe foi no pescoço, o homem não teve chance de gritar por socorro.

 

Em relato aos policiais, o acusado disse ter praticado o crime a fim de arrumar dinheiro para pagar uma dívida de R$ 20 mil. No tribunal, alegou a existência da dívida, mas negou que o latrocínio tenha se dado por tal motivo.

 

Fonte: O Município
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